Pernambuco terá população com 25% de idosos até 2060 Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit. Quis, neque soluta

Postado em 26 de Julho de 2018

Por: Eduarda Barbosa e Juliana Albuquerque, da Folha de PE

Idosos
IdososFoto: Pixabay

Enquanto a projeção no número de jovens deve cair deste ano para 2060, a quantidade da população idosa deve crescer. Segundo a projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual da população com 65 anos ou mais vai alcançar 25,5% (equivalente a 58,2 milhões de idosos). Hoje, esse número é de 9,2% (referente a 19,2 milhões). E Pernambuco segue a mesma tendência da média nacional. O Estado apresenta atualmente 8,6% idosos (820 mil) e, em 2060, esse percentual salta para 25% (2,5 milhões). Diante da projeção, o País precisa reajustar gastos com saúde e aposentadoria para ser possível equilibrar a pirâmide etária do futuro.

De acordo com o demógrafo do IBGE, Marcio Minamiguchi, o envelhecimento da população brasileira é um fato irreversível no futuro. “A tendência é de um nível de fecundidade abaixo do nível de reposição. O levantamento aponta que no Brasil cada mulher tem 1,77 filhos hoje. Em 2060 esse número cai para 1,66. O Nordeste era uma região que tinha uma alta taxa de fecundidade comparada ao Sul e Sudeste. Atualmente, essa taxa é equiparada”, explicou Minamiguchi. Em Pernambuco, a taxa de fecundidade hoje é de 1,76 filhos por mulher e, em 2060, deve cair para 1,64.

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Nesse contexto, apesar de a população brasileira não crescer muito (hoje são 208,5 milhões de pessoas e deve chegar em 228,3 milhões em 2060), o retrato do País vai modificar. “Será um crescimento moderado da população, mas a sua característica vai mudar drasticamente, principalmente em sua distribuição etária com a redução na quantidade de crianças”, informou o demógrafo. Hoje, para cada 100 crianças em Pernambuco são 37,89 idosos. Já em 2060, para cada 100 crianças no Estado serão 171,23 idosos. E o nível nacional seguirá a mesma tendência. “Vai ser mais comum encontrar mais idosos do que crianças”, complementou Minamiguchi.

E os recém-nascidos vão alcançar idades ainda maiores no Brasil e em Pernambuco. Nesse último, hoje a idade chega em 74,6 anos. Já em 2060, a idade chegará em 79,8 anos. E com muitos idosos no futuro, é preciso o Brasil planejar os custos para se tornar um País equilibrado. De acordo com o secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, devido ao envelhecimento projetado há uma urgência na pauta da reforma da previdência. “Se a reforma for aprovada, haverá uma transição justa para se alcançar a aposentadoria. A idade mínima para se aposentar começaria com 55 anos para homem e 52 anos para mulher. Apenas daqui a 20 anos começaria a valer a idade mínima de 65 anos para homem e 65 anos para mulher”, explicou Caetano.

Por sua vez, o especialista em direito previdenciário, Almir Reis, defende a necessidade de uma reforma, mas com alguns pontos diferenciados. “É preciso respeitar o direito adquirido de quem trabalhou uma vida toda para se aposentar, o que a reforma proposta não prioriza”, comentou. Hoje, a reforma está suspensa devido à intervenção federal no estado do Rio de Janeiro.

Em busca dessa aposentadoria segura no futuro, jovens estão buscando ter uma vida profissional durante muitos anos, como é o caso do analista Jhonata de Barros, de 22 anos. “Pretendo trabalhar durante muitos anos e enxergo a necessidade de uma aposentadoria justa. Estou com a projeção de fazer uma previdência privada para conseguir usufruir no futuro”, explicou o jovem. O analista de computação de 33 anos, Augusto Guimarães, também pensa em um modelo sustentável. “Trabalho de carteira assinada contribuindo para previdência social. No futuro, quero poder utilizar com segurança”, destacou o jovem.

Para o especialista em direito da saúde, Elano Figueiredo, é preciso trabalhar uma política de prevenção e promoção da saúde para as pessoas que vão ser maioria na população brasileira. “Se conseguirmos chegar em 2060 com idosos saudáveis e ativos, inclusive mentalmente fortes, teremos um custo assistencial menor e mais previsível”, explicou o especialista, ao complementar que é importante rever o Estatuto do Idoso e subsidiar o acesso dele à saúde.

Mulheres

O levantamento também apontou que a idade média em que as mulheres vão ter filhos será maior. No Brasil, hoje, as mulheres têm filhos com 27,15 anos. Em 206, será com 28,81 anos. “Isso é influenciado pelo acesso à escolaridade e a inserção no mercado de trabalho, o que melhora as condições de vida”, explicou Minamiguchi.

 

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